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Lucio Gonçalo de Alcântara

*Rodrigo Rossi Falconi


            Dr. Lúcio Gonçalo de Alcântara nasceu em 16 de maio de 1943, na rua 24 de maio, Fortaleza, Ceará, onde passou os primeiros anos de sua vida, antes que a família mudasse para a Avenida Bezerra de Menezes. Filho do médico Dr. José Waldemar de Alcântara e Silva e de Dona Maria Dolores Alcântara e Silva. 
Seu pai, certamente a maior influência em sua vida, formou-se na Faculdade de Medicina da Bahia, tendo iniciado sua atividade profissional no Posto de Saúde de Quixadá. Posteriormente, dirigiu em Fortaleza o Serviço de Epidemiologia do Departamento Estadual de Saúde, foi Presidente do Centro Médico Cearense, Diretor da Policlínica de Fortaleza, do Hospital Sanatório de Messejana e Superintendente da Campanha Nacional contra a Tuberculose. Participou ativamente na fundação da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará, onde foi Professor Emérito e Doutor Honoris Causa. Além da medicina, sempre foi interessado em política, tendo ocupado diversos cargos de destaque, sempre preocupando-se prioritariamente com os desvalidos de seu Estado natal. Foi Secretário de Saúde, Deputado Estadual Constituinte, Secretário de Educação, Deputado Federal, Senador, Vice-Governador e Governador do Ceará. 
Sua mãe também foi partícipe valorosa dos grandes movimentos políticos do Ceará, ao lado do esposo. Com o exemplo e a forte influência familiar, o desejo de tornar-se médico sempre esteve em sua mente, mas Dr. Lúcio e nunca deixou de interessar-se pela arte da política, elaborando seus primeiros discursos ainda na infância, quando passou a acompanhar as andanças políticas do pai. 
Seus primeiros estudos foram realizados no Externato Santa Catarina de Lavouré. Cursou o Ginásio (atual primeiro grau) no Colégio Farias Brito e o Científico (atual segundo grau) no Liceu do Ceará. 
Após sua formação fundamental, ingressou, em 1961, na Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará. No segundo ano do curso médico, realizou estágio na Cadeira de Histologia e Embriologia Geral da Faculdade de Medicina da Universidade do Recife e, no quinto ano, fez estágio na Clínica de Doenças Tropicais e Infecciosas da Universidade Federal do Rio de Janeiro, além de ter participado do Curso de Epidemiologia Geral, ministrado por Rodrigues Bichat de Almeida, duas áreas da medicina que sempre foram de seu interesse. Em 1966, com 23 anos de idade, graduou-se em medicina pela Universidade Federal do Ceará, da qual seu pai foi um dos fundadores.    
No primeiro ano de formado, sempre tendo como área de seu maior interesse o estudo das doenças infecto-contagiosas, realizou diversos cursos de aperfeiçoamento: Curso de Imunologia da Parasitose, na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo; Curso Prático sobre Exame Parasitológico das Fezes, na Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo; Curso de Emergências em Gastroenterologia, na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo; Curso de Termo de Patologia do Aparelho Digestivo, ministrado pelo Professor Agostinho Beteretio; e Curso de Virologia Aplicada à Medicina e à Saúde Pública, na Faculdade de Higiene de São Paulo. Além disso, foi colaborador, durante todo o ano, dos Cursos Práticos de Doenças Tropicais, das Faculdades de Medicina de Botucatu e da Universidade de São Paulo. 
No dia 31 do mês maio de 1968, casou-se na Igreja do Líbano com Dona Maria Beatriz Rosário, filha de José Rosário Dias e de Dona Maria Beatriz Barreiras. Educada em Portugal, terra de seus ancestrais, Dona Beatriz é jornalista, mestra em Literatura pela Universidade de Brasília, professora da Universidade Estadual do Ceará, poeta, contista, ensaísta e Membro Titular da Academia Cearense de Letras. Deste casamento nasceram em Fortaleza, dois filhos: Maria Daniela Alcântara, arquiteta e professora universitária, nascida no dia  15 do mês  de abril de 1969, casada com o Senhor Francisco Luis Muniz Deusdará , arquiteto; Leonardo Rosário de Alcântara (Léo Alcântara), advogado e empresário, nascido no dia  5 do mês de dezembro de 1972, eleito Deputado Federal pelo PSDB para as legislaturas 1999-2003 e 2003-2007, que se casou com Ane Gualberto Freire, psicóloga, tendo dois filhos: Lúcio Neto e Lucas Alcântara. 
            Neste mesmo ano de 1968, foi admitido no cargo de médico do Instituto Nacional de Previdência Social (INPS) e, na X Reunião Anual do Centro Médico Cearense, realizada em Quixeramobim, participou do Simpósio sobre Geo-Helmintoses, relatando o tema Diagnóstico Clínico, além de apresentar um trabalho sobre Abscesso cerebral pós-traumático. Também participou da I Jornada Cearense de Administração Hospitalar e de um Curso intensivo sobre Tratamento de Câncer Avançado, sob patrocínio do Serviço Nacional do Câncer e do Centro Médico Cearense.  
Durante o ano de 1969, foi colaborador do Curso de Enfermagem da Escola de Enfermagem São Vicente de Paulo, em Fortaleza. Passou, ainda, a lecionar na Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará a disciplina Doenças Infecciosas e Parasitárias. Organizou a estrutura e foi nomeado Diretor do Hospital São José, o primeiro da capital cearense especializado em doenças transmissíveis agudas.  
Continuando suas atividades investigativas, apresentou, como co-autor, o trabalho Hepatite por vírus na gestação, no V Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, realizado em São Paulo, e, como autor principal, o trabalho Antibióticos, princípios gerais para seu emprego, na XI Reunião do Centro Médico Cearense, realizado em Iguatu, Ceará. Realizou, também, conferência sobre o tema “Intercorrências de moléstias infecciosas na gravidez”, para o corpo clínico da Maternidade Escola “Assis Chateaubriand”, em Fortaleza. 
            Em 1970, foi contratado, através de concurso público, para o cargo de auxiliar de ensino, pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará, e participou do VIII Congresso de Patologia, em Fortaleza, onde apresentou, como co-autor, o trabalho Torulose com localização ovariana. Proferiu a aula “Sarampo, rubéola e difteria: epidemiologia e medidas de profilaxia” e as palestras “Leishmaniose Visceral – aspectos terapêuticos” e “Indicadores do Prognóstico e gravidade do tétano – atualização terapêutica”, respectivamente, no curso de Epidemiologia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará e na Associação Piauiense de Medicina, em Teresina.  
            No dia 15 de março de 1971, aos 27 anos de idade, filiado à Aliança Renovadora Nacional (Arena), assumiu seu primeiro cargo público, a Secretaria de Saúde do Estado do Ceará, no governo de César Cals, permanecendo no cargo até o dia 9 de abril de 1973, quando o grupo de César Cals rompeu com o de Virgílio Távora. Neste ano foi também contratado, através de concurso público, para o cargo de Professor Assistente, pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará. Participou do VIII Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, em Manaus, onde apresentou os trabalhos Indicadores clínicos do prognóstico e gravidade do tétano: uma análise de 151 casos (como co-autor) e Tratamento da leishmaniose tegumentar com um antimalárico do depósito (ácido guanil pamoato), respectivamente, do Seminário de Desenvolvimento de Executivos, promovido pela Fundação Getúlio Vargas, e do curso “Apex – Análise de Problemas e Tomadas de Decisões, Método Kepnar-Tregoe”.  
Em janeiro de 1972, realizou uma viagem aos Estados Unidos, a convite do programa “Partners of the America”, para visitar os serviços de saúde do Estado de New Hampshire. Em Boca-Raton, Flórida, participou do Seminário sobre População, patrocinado pela Population Reference Bureau e pela Fundação Finker. Ao retornar ao Brasil, compareceu à X Reunião Anual da Associação Brasileira de Escolas Médicas, realizada em João Pessoa. 
            Nos anos de 1973 e 1974, dedicou-se à sua produção intelectual. Em 1973, publicou seu primeiro livro, Um compromisso interior; presidiu o IX Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, realizado em Fortaleza, onde apresentou cinco trabalhos (Panorama médico-sanitário do Nordeste – em mesa redonda sobre “Problemas Sócio-econômicos do Nordeste Brasileiro”, Estudo Clínico e Laboratorial de um surto de meningite virológica, Um caso de calazar com intolerância à glucantine, tratado pela anfotericina B, Observações clínicas e epidemiológicas em casos de caxumba, registrados no Hospital São José de doenças transmissíveis e agudas, e Estudo clínico e laboratorial de um surto de meningite por vírus – todos como co-autor); e apresentou o trabalho Política de Saúde, na I Jornada de Saúde Pública, realizada em Fortaleza. Já em 1974, apresentou o trabalho Rubéola na gravidez, na Sociedade Cearense de Ginecologia e Obstetrícia, e participou do X Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, realizado em Curitiba, onde apresentou três trabalhos (Cinco casos de óbitos em pacientes acometidos de varicela, Estudo clínico e laboratorial de 46 casos de meningite tuberculosa e Comprometimento articular no curso de meningite purulenta). 
            Assumiu pela segunda vez, no dia 15 de março de 1975, a Secretaria de Saúde do Estado do Ceará, no governo de Adauto Bezerra, permanecendo no cargo até o dia 4 de abril de 1978. Também neste ano, publicou dois livros, Sinos da Consciência e O descompasso dos tempos. Além disso, participou, como debatedor, do Painel sobre Calazar, no XI Congresso Brasileiro de Medicina Tropical, no Rio de Janeiro, compareceu à V Conferência Nacional de Saúde, em Brasília, participou do I Encontro das Secretarias de Saúde do Nordeste, em João Pessoa, e proferiu a palestra “Programas de Saúde Desenvolvidos a nível Nacional, Regional e Local no Programa Integrado de Saúde”, no Seminário de Saúde Pública, realizado em Sobral.  
Seu livro Um Médico vê o Homem foi publicado em 1976, mesmo ano em que assumiu a Presidência da Cruz Vermelha Brasileira no Ceará, tendo permanecido no cargo até o ano de 1979. Neste ano, participou do XII Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, do Congresso da Sociedade Brasileira de Parasitologia, do II Encontro Médico-Sanitário em Teresina, do I Seminário de Avaliação das Atividades da Secretaria da Saúde do Ceará, da XXX Assembléia Médica Mundial e VIII Congresso da Associação Médica Brasileira e I Congresso Médico Mundial, em São Paulo, além de ter proferido a palestra “Assistência Médica no Meio Rural”, no Ciclo de Conferências Magistrais do Centro de Estudos Almirante Custódio Martins – Hospital Superior de Guerra, Rio de Janeiro, e a palestra “O Farmacêutico na Equipe de Saúde Pública”, no I Congresso Farmacêutico do Norte-Nordeste, em Fortaleza. 
            Realizou uma viagem de cinco semanas ao Chile, à Colômbia, à Venezuela, à Costa Rica e ao México, em 1977, por conta de bolsa de estudos concedida pela Organização Pan Americana de Saúde, por meio do Ministério da Saúde, para observação de sistemas simplificados de saúde na zona rural dos países da América Latina, além de ter participado da VI Conferência Nacional de Saúde, em Brasília. Assumiu o cargo de Professor Adjunto (por progressão funcional) da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará.  
Por causa da desincompatibilização de Adauto Bezerra do cargo de Governador, para concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados, em meados de 1978, seu pai, Dr. Waldemar Alcântara, assumiu o governo do Estado do Ceará e o nomeou para o cargo de Secretário para Assuntos Municipais, deixando a Secretaria de Saúde. Também neste ano ingressou na Academia Cearense de Letras, na cadeira número 26, cujo patrono é Manoel Soares da Silva Bezerra, tendo sido saudado pelo cronista Milton Dias. Além disso, realizou uma viagem à França, a convite do governo francês, para estudos de observação no Centro de Transfusão Sangüínea de Montpellier e, de volta ao Brasil, participou do I Seminário de Modernização Administrativa da Secretaria da Saúde do Estado do Ceará e do I Encontro Interiorano de Ginecologia e Obstetrícia. Sem se afastar de sua vocação, proferiu as palestras “Problemas e soluções na formação de recursos humanos para o Nordeste” e “O papel da Secretaria da Saúde do Estado do Ceará”, respectivamente, na I Reunião Anual dos Diretores de Centros de Ciências da Saúde das Universidades Federais do Nordeste e na I Reunião dos Prefeitos Municipais. 
            Em 1979, foi nomeado Prefeito Municipal de Fortaleza pelo, então, Governador Virgílio Távora, cargo que ocuparia até 1982, sendo, na época, Presidente da República o General João Batista Figueiredo, com uma administração que seria marcada pela defesa do meio ambiente e com uma destacada preocupação social, que ele bem sintetizou em  um pronunciamento:“Eu resumiria minha ação na prefeitura num duplo e prioritário objetivo: tornar Fortaleza mais humana e mais justa”. Proferiu diversas palestras ao longo do ano: “Metas e realizações educacionais da Prefeitura Municipal de Fortaleza para o período de 1979/1983”, no Teatro da Encetur; “Planejamento integrado de Saúde”, na Aula Inaugural do Centro de Ciências da Saúde da Universidade Federal do Ceará; “Sistema Nacional de Saúde”, no Centro de Estudos Manoel Abreu do Hospital de Messejana – Inamps; “Desenvolvimento Urbano – diretrizes gerais para o município de Fortaleza no período 1979-1983”, na Universidade de Fortaleza; “Saúde como fator de desenvolvimento”, por ocasião do 10º Aniversário do Hospital Geral de Fortaleza; e “Política médico-assistencial em Fortaleza”, a convite do Congresso de Cooperativas Médicas.  
            Após a extinção do bipartidarismo, em novembro de 1979, e a conseqüente reformulação partidária, Dr. Lúcio Alcântara filiou-se ao Partido Democrático Social (PDS).
           Em 1980, publicou seu livro A mulher num novo tempo, e proferiu a palestra “Saúde e Velhice”, no I Ciclo de Estudos sobre a Terceira Idade. Um ano depois, continuou com seu ciclo de palestras: “Um programa de saúde para a comunidade”, “Fortaleza: uma cidade prepara seu futuro”, “Problemas e perspectivas do Nordeste e do Estado do Ceará” e “Política municipal de proteção ambiental”, respectivamente, na XVIII Reunião Anual do Centro Médico Cearense, no XV Congresso Brasileiro de Hematolgia, no CIC e na Sociedade Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental – Secção Ceará. Além disso, publico dois livros: A saúde da comunidade e Política municipal de proteção ao meio ambiente. 
           Como Prefeito, investiu na arquitetura urbanística de Fortaleza, criando os pólos de lazer, a drenagem do rio Pajeú e a construção de avenidas. Além disso, construiu postos de saúde e aumentou a rede de escolas públicas. Fortaleza foi a primeira cidade brasileira a iniciar o processo de valorização de seus educadores, com a criação do Grupo Magistério, que teve seu Estatuto próprio com Plano de Cargos e Carreiras, o que assegurou os direitos da categoria. Também foi uma das primeiras cidades a ter como preocupação a inclusão de Educação Ambiental no currículo escolar. Foi muito intensa a atividade cultural de sua administração, com destaque para o Projeto Luiz Assunção, que dava shows e promovia concursos musicais. Criou o Fórum Adolfo Herbster, onde representantes da sociedade discutiam as decisões sobre as prioridades na preservação ou alteração dos espaços físicos da cidade, as disponibilidades de áreas livres e a solução para a saturação dos espaços existentes devido ao crescimento desenfreado da cidade. Foi criado o COMDEMA, órgão representativo do Poder Púlico e da Sociedade Civil, com papel consultivo e assessoramento direto ao Prefeito sobre as questões do equilíbrio ecológico e o combate à poluição ambiental. Através desta participação ativa da sociedade, foram construídos o Parque Adahil Barreto, Parque da Lagoa do Opai, Parque do Alagadiço, Parque da Lagoa de Parangaba, Parque Pajeú, Bosque Presidente Geisel (com implantação do Museu do Automóvel), Pólo de Lazer do Ceará, Parque Beira Mar (etapa I e II, obra sob a direção do diretor da Emurf, Roberto Farias) e Zoológico Sargento Prata (etapa inicial). Além disso, reurbanizou o Bosque do Paço Municipal e recuperou dezenas de praças. 
            Em maio de 1982, passou a Prefeitura de Fortaleza ao engenheiro José Aragão e Albuquerque Júnior, com o objetivo de concorrer a uma vaga na Câmara Federal pelo PDS do Ceará, tendo sido eleito com expressiva votação nas eleições de novembro (89.532 votos – o mais votado na capital e o terceiro no Estado), assumindo sua cadeira em fevereiro de 1983. Foi Titular da Comissão Parlamentar de Inquérito sobre a Dívida Externa e da Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados, e Suplente da Comissão de Interior. Ainda neste ano, publicou Um brado na luta por uma vida melhor e Ação Parlamentar 1º Semestre. No ano seguinte, publicou mais dois livros: A questão educacional brasileira e Lúcio Alcântara, um executivo no Parlamento
            Votou a favor da emenda Dante de Oliveira, que preconizava o restabelecimento das eleições diretas para Presidente da República, na sessão do dia 25 de abril de 1984. Após a derrota da referida emenda, tornou-se um dos membros da dissidência do PDS, chamada Frente Liberal, que, ao lado do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), formou a Aliança Democrática, que lançou Tancredo Neves, como candidato a Presidente da República.   No Colégio Eleitoral, reunido a 15 de janeiro de 1985, votou no candidato da Aliança Democrática, que derrotou o candidato governista, Paulo Maluf, mas que não chegou a tomar posse, vindo a falecer três meses depois.  
            Foi um dos fundadores do Partido da Frente Liberal (PFL) no Ceará e presidiu a comissão provisória do partido, tendo percorrido todos os municípios do Estado, formando diretórios. Nas eleições municipais de novembro de 1985, Lúcio Alcântara candidatou-se ao cargo de Prefeito Municipal de Fortaleza, pelo Partido da Frente Liberal (PFL), mas terminou a disputa em terceiro lugar, sendo derrotado por Paes de Andrade do PMDB e por Maria Luiza Fontenele do Partido dos Trabalhadores (PT), que venceu a eleição. Ainda este ano publicou dois livros Cem anos de liberdade 1884-1984 e Fortaleza ano 2000.  
Em 1986, ocupou o cargo de Vice-Líder do PFL na Câmara dos Deputados, presidiu o Instituto Tancredo Neves, fundou o Fórum dos Partidos Políticos Democráticos Latino-Americanos e do Caribe, em Buenos Aires, e publicou Inquietações que fazem escrever e Lúcio Alcântara mostra trabalho. Nas eleições de novembro deste ano, foi eleito para seu segundo mandato de Deputado Federal, para o período legislativo de 1987 a 1991, com a maior votação do Ceará, ligado à liderança de Marco Maciel e tendo como redutos eleitorais Fortaleza, Aracoiaba, São Gonçalo do Amarante e Tamboril. 
Foi empoçado na Câmara dos Deputados em fevereiro de 1987, tendo participado da elaboração da Constituição Brasileira, onde foi Titular da Subcomissão do Poder Legislativo, da Comissão da Organização dos Poderes e Sistema de Governo, e Suplente da Subcomissão de Saúde, Seguridade e do Meio Ambiente e da Comissão da Ordem Social. Ainda neste ano, foi encerrada a primeira parte dos trabalhos da Assembléia Nacional Constituinte. Em 4 de dezembro, foi afastado do colégio de vice-líderes do PFL, junto com mais três parlamentares contrários à política do líder José Lourenço, do PFL da Bahia. 
No dia 31 de maio de 1988, lançou junto com outros “descontentes” do PFL o Manifesto Progressista. Em junho, teve início o segundo turno das votações da Assembléia Nacional Constituinte, cujos trabalhos foram encerrados após a promulgação da mesma em 5 de outubro. Ainda neste ano publicou Ceará Forte.  
            Na Assembléia Nacional Constituinte, votou favoravelmente ao rompimento das relações diplomáticas com países de orientação racista, ao mandato de segurança coletiva, à proteção ao emprego contra dispensa sem justa causa, ao turno ininterrupto de seis horas, ao aviso prévio proporcional, à pluralidade sindical, à soberania popular, ao voto facultativo ao dezesseis anos, ao presidencialismo, à nacionalização do subsolo, à criação de um fundo de apoio à reforma agrária e à anistia aos micro e pequenos empresários. Votou contra a limitação do direito de propriedade privada, a legalização do aborto, a jornada semanal de quarenta horas, a estatização do sistema financeiro, o limite de doze por cento ao ano para juros reais, a proibição do comércio de sangue, o mandato de cinco anos para o Presidente Sarney e a legalização do jogo do bicho. Conseguiu aprovar 61 emendas das 219 que apresentou. 
Em 1989, tornou-se Titular da Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização do Congresso Nacional. Em junho deste ano, publicou na imprensa uma carta aberta à população de Fortaleza, explicando os motivos de não concorrer à Prefeitura nas eleições de novembro. Convidado por alguns integrantes e fundadores do recém-criado Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), como Fernando Henrique Cardoso e Mário Covas, para ser Presidente do Partido, não aceitou as exigências da cúpula. Ingressou, então, no Partido Democrata Trabalhista (PDT), de Leonel Brizola, tendo subido aos palanques para apoiar Luiz Inácio Lula da Silva, que disputava a Presidência da República pela primeira vez pelo Partido dos Trabalhadores, sendo derrotado por Fernando Collor de Melo, candidato do Partido da Renovação Nacional (PRN). Ocupou o cargo de Vice-Presidente do Instituto de Previdência do Congresso Nacional, onde permaneceu até 1991. 
            Em 1990, tornou-se Vice-Presidente do Instituto do Câncer do Ceará e, nas eleições de outubro deste ano foi eleito para o cargo de Vice Governador do seu estado natal, na chapa encabeçada por Ciro Gomes, do Partido Democrático Trabalhista (PDT). Contudo, apesar da vitória nas eleições, este ano marcou profundamente sua vida, com o desaparecimento, no dia 10 de dezembro, do maior amigo e incentivador, Dr. Waldemar Alcântara, na Casa de Saúde São Raimundo, em Fortaleza.  
           Após terminado seu mandato na Câmara Federal, assumiu o cargo no executivo cearense e, pela terceira vez, assumiu, em 1991, a Secretaria da Saúde do Estado do Ceará, onde permaneceu por dois anos. Ao longo das três gestões como Secretário de Saúde, construiu 39 centros de saúde, 79 postos de saúde, 28 unidades mistas, 7 hospitais-maternidades, 6 centros especialidades e 4 laboratórios. Além disso, ampliou/reformou 29 hospitais-maternidades, 39 centros de saúde, 84 postos de saúde, 14 laboratórios e 4 unidades especializadas. 
Neste mesmo ano de 1991, publicou Gestão de saúde pública: alguns desafios propostos pelo SUS e O SUS, O INAMPS e a Descentralização da Saúde - Uma Ameaça de Retrocesso, tornou-se Presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde do Estado, onde permaneceu até 1992, e tornou-se representante do Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde), junto ao Conselho Nacional de Saúde, além de ter sido membro do Conselho de Administração da Associação das Pioneiras Sociais, onde se manteve até 1998. 
            Nas eleições de 1992, disputou novamente a Prefeitura de Fortaleza, mas ficou em terceiro lugar, tendo saído vitorioso Antonio Cambraia do PMDB. Publicou: Desconcentração administrativa – ampliando a autonomia das unidades de saúde da rede pública – atos da Secretaria de Saúde, Praticando a descentralização e Instruções para programação de investimentos na área de saúde. Em 1993, tornou-se Presidente Regional do PDT e publicou O PDT e o Nordeste: uma contribuição à discussão. Um ano depois, fundou a Escola de Formação de Governantes do Ceará, nos moldes da Escola de Governantes de São Paulo, de 1992, iniciativa que contou com o apoio da juventude cearense e teve repercussão nacional.  
Nas eleições de outubro de 1994, foi eleito para o Senado Federal, pelo PDT, com 1 milhão, 193 mil e 819 votos, após renunciar ao cargo de Vice-Governador. Na Câmara alta do país, participou, como Titular, de várias comissões: Comissão Especial para Reforma do Regimento Interno (Senado Federal – SF), 1995, da qual foi relator; Comissão Mista, destinada a apreciar a Medida Provisória, nº 1917, PDV do Funcionalismo Público (Congresso Nacional – CN), 1999; Comissão Mista destinada a apreciar a Medida Provisória n.º 2035, Operações de Créditos com os Fundos Constitucionais (CN), 2000; Vice-Presidente da Comissão Especial para acompanhar as ações de combate à Seca no Nordeste (SF), 2001; Conselho de Ética e Decoro Parlamentar (SF), 1995/2000; Subcomissão Permanente de Rádio e TV (SF), 1999/2000; Subcomissão Permanente do Cinema Brasileiro (SF), 1999/2000; Subcomissão Permanente da Saúde (SF), 2000; Subcomissão Permanente do Judiciário (SF), 2000; Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CN), 1995/2001, da qual já havia participado nos anos de 1989 e 1990; Comissão de Educação (SF), 1999/2001; Comissão Permanente de Assuntos Sociais (SF), 1995/2003; Comissão Permanente de Constituição, Justiça e Cidadania (SF), 1995/2001, sendo Vice-Presidente entre 1995/1997; e Presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (SF), 2001/2003. Como Suplente, também participou de outras importantes Comissões: Comissão temporária destinada a inventariar as obras não concluídas custeadas pela União (CN), 1995; Comissão Mista Especial para erradicar a pobreza (CN), 1999; Comissões Permanente de Assuntos Econômicos (SF), 1995/2000; Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (SF), 1999/2000; Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (SF), 2001/2003; e Comissão Permanente de Educação (SF), 1995/1998 e 2001/2003.  
Também no Senado Federal foi Membro do Conselho Nacional da Campanha Nacional de Escolas da Comunidade, do Conselho do Instituto de Previdências dos Congressistas (1995-1997) e da Comissão Permanente de Educação. 
Por sua destacada atuação, tornou-se um nome nacional e passou a ser considerado uma das pessoas mais influentes do Parlamento Brasileiro, como destacou o jornal Correio Brasiliense do dia 12 de outubro de 1987, com uma lista de constituintes que se destacaram pela competência, articulação e sensibilidade: Ulysses Guimarães, Bernardo Cabral, Afonso Arinos, José Richa, Luis Henrique, Virgílio Távora, Roberto Freire, Sandra Cavalcanti, José Genoíno, Fernando Henrique Cardoso, Mário Covas, Cid Carvalho, Roberto Cardoso Alves, Genebaldo Correia e Lúcio Alcântara. 
Em fevereiro de 1995, devido a discordâncias com o Presidente de seu partido, Leonel Brizola, deixou o PDT e filiou-se ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), do Presidente Fernando Henrique Cardoso. Em março deste ano, questionou o projeto de planejamento familiar aprovado pela Câmara em junho do ano anterior, que permitia a esterilização voluntária de homens e mulheres maiores de 21 anos. Como relator do projeto, discordava das restrições à atuação de instituições internacionais no país conforme previa o projeto. Ao longo de todo o ano, apoio várias proposta do governo Fernando Henrique, votando favoravelmente: à abertura da navegação de cabotagem às embarcações estrangeiras; à revisão do conceito de empresa nacional; à criação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), defendida pelo Dr. Adib Jatene, então Ministro da Saúde, cuja receita seria destinada à saúde; e à extinção do monopólio estatal na exploração do petróleo, nas telecomunicações e na distribuição do gás canalizado pelos estados.  
            A partir de 1996, passou a Presidir o Instituto Teotônio Vilela, permanecendo no cargo até 2001. Neste mesmo ano, realizou uma viagem à Grã-Bretanha, a convite do Governo Inglês, para contatos com titulares e representantes dos serviços de saúde, do Parlamento Britânico e de outros órgãos oficiais e representou o Senado Federal na Conferência das Nações Unidas (ONU) sobre Assentamentos Humanos – Habitat II, em Istambul, Turquia. Além disso, publicou O beato, o devoto e o soldado – lembrando Canudos e integrou a Comissão responsável pela programação da comemoração do cinqüentenário da Universidade Federal do Ceará. No Senado, votou a favor da prorrogação do Fundo Social de Emergência, antigo Fundo de Estabilização Fiscal, criado na legislatura anterior como fonte de financiamento para o programa de estabilização econômica do governo. Também defendeu o substitutivo do Senador Darci Ribeiro, do PDT, à lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e apresentou um projeto regulamentando a atuação dos grupos de lobby no Senado, e foi autor de uma proposta de regulamentação do setor de saúde, que, entre outras medidas, proibia a estipulação de prazos de carência pelas seguradoras. Ao propor alterações no projeto do governo, que pedia autorização do Senado Federal para contrair empréstimos destinados à instalação do Sistema de Vigilância da Amazônia, recomendou a abertura de licitação para contratação das obras civis do sistema, além da garantia de que a União teria direito exclusivo sobre o software do projeto e a adoção de um programa de fortalecimento do Sistema de Proteção da Amazônia. 
Em 1997, tornou-se Presidente do Conselho Editorial do Senado Federal, permanecendo no cargo até 2002.  Alterou completamente o comportamento deste departamento, que ficava a serviço das conveniências dos Senadores a imprimir opúsculos de promoção pessoal. Lúcio Alcântara deu um outro rumo à produção gráfica do Senado, passando a publicar obras de grande valor documental, literário ou histórico. 
Neste ano, foi Membro do Conselho da União Inter-parlamentar, primeiro Vice-Presidente do Grupo de Parlamentares para Estudos da População e Desenvolvimento, além de ter sido membro (até 2002) do Conselho Editorial da Revista Parcerias Estratégicas, do Centro de Estudos Estratégicos do Ministério da Ciência e Tecnologia, em Brasília. Votou favoravelmente à emenda que admitiu a possibilidade de reeleição para prefeitos, governadores e presidente da república. 
No plenário do Senado, Federal expôs muitas de suas preocupações, que o acompanharam em todos os cargos públicos que ocupou ao longo de sua vida: a ofensiva contra o trabalho infantil, o desafio da qualificação profissional, saídas possíveis para o fortalecimento da produtividade agrícola, a adequação dos jovens no mercado de trabalho e projetos de apoio às micro e pequenas empresas. 
No ano de 1998, entrou em vigor a Lei de Doação de Órgãos, que resultou de substitutivo seu a três outras propostas apresentadas pelos Senadores José Eduardo Dutra, Darcy Ribeiro e Benedita da Silva. A modificação conseguida melhorou muito a lei, que previa a doação de órgãos para transplantes imediatamente após a confirmação da morte cerebral do paciente, diminuindo a burocracia e permitindo um aumento no número deste tipo de procedimento no Brasil. Instituiu a lista única de doadores, com uma Central Nacional de Transplantes para fiscalizar as centrais estaduais, evitando qualquer tido de favorecimento, além de trazer a público a discussão sobre assunto de enorme importância. Publicou o livro Doação de Órgãos - A Lei da Vida e realizou uma viagem à Espanha, a convite do Presidente da República Fernando Henrique Cardoso, integrando a comitiva oficial. No Senado Federal, apoiou o destaque à reforma administrativa do governo que instituiu o fim da estabilidade no serviço público por insuficiência de desempenho ou por excesso de gastos com pessoal. 
Em 1999, integrou a comitiva do Senado que participou, em Portugal, da 10ª Conferência de Presidentes de Parlamentos Democráticos Ibero-Americanos. Neste ano, publicou Aids no Brasil: respostas sociais à epidemia (Coleção Idéias número 1), O Novo Estado Social, in Realizações e Desafios de um Programa Social Democrata no Brasil, PSDB, Executiva Nacional, Instituto Teotônio Vilela, Rio de Janeiro, e Lúcio Alcântara: 4 Anos de Mandato em Defesa da Cidadania, 1995/1998
No ano 2000, realizou uma viagem oficial aos Estados Unidos, Denver, Loveland-CO e Washington-DC, como representante do Senado Federal, em missão especial de estudos e visitas aos projetos de transposição de águas realizadas naquele país. Vice-Presidente do Conselho de Supervisão do Instituto Legislativo Brasileiro (ILB), do Senado Federal. Membro do Conselho Deliberativo do Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos (Cebela), do Rio de Janeiro. Conselheiro do Conselho Consultivo do Centro Feminista de Estudos e Assessoria, em Brasília. Membro da Frente Parlamentar em Defesa da Televisão Pública, do Congresso Nacional. Membro da Frente Parlamentar em Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico e Natural Brasileiro, do Congresso Nacional. Membro da Frente Parlamentar em Defesa da Língua Portuguesa, do Congresso Nacional. Membro do Grupo Parlamentar contra a Aids no Brasil, Grupo Temático da Unaids Brasil (Unesco). Até 2002, foi representante da Sociedade Civil no Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), do Ministério da Cultura. Eleito Sócio Honorário do Rotary Club de Fortaleza. Neste mesmo ano, publicou: Desenvolvimento Sustentável (Coleção Idéias número 2), Fome no Brasil (Coleção Idéias número 3), Administração: Tempo e Modo (Coleção Idéias número 4), Por uma cidade sustentável (Coleção Idéias número 5), Povos Indígenas no Brasil: Como vivem nossos contemporâneos (Coleção Idéias número 6), Processos de Gestão Compartilhada de Políticas Públicas no Ceará Hoje: A Questão dos Conselhos (Coleção Idéias número 7), Poder Local: Gestão municipal (Coleção Idéias número 8), todos editados pelo Gabinete do Senador Lúcio Alcântara, Senado Federal. 
            Em julho de 2001, realizou uma viagem oficial a convite do Governo da Malásia (Kuala Lumpur). Também atuou como membro do Conselho de Parlamentares do Programa de Direitos das Mulheres na Lei e na Vida (PDMLV), do Centro Feminista de Estudos e Assessoria, Brasília, como Vice-Presidente, até 2003, da Executiva Nacional do PSDB, como Presidente do Instituto de Ciências Médicas Paulo Marcelo Martins Rodrigues, Fortaleza, e como Suplente da Comissão de Educação. Publicou Pequenos Escritos, uma seleção de artigos seus impressos em vários jornais do País entre 1984 e 1999. 
            Em julho de 2002 discursou como candidato ao Governo do Estado do Ceará na Convenção do PSDB. Em 6 de setembro, disputou as eleições, integrando a Coligação O Ceará Não Pode Parar, composta pelo PSDB, PPB, PSD e PV, tendo como vice o engenheiro Maia Júnior, obtendo 49,8% dos votos. No dia 27 de outubro, foi eleito, em segundo turno, Governador do Estado do Ceará, aos 59 anos de idade, derrotando o candidato do PT, José Airton Cirilo. Em novembro, faleceu uma grande incentivadora, sua mãe, Dona Maria Dolores Alcântara.  
           No dia 1º de janeiro de 2003, foi empossado Governador do Ceará, sua querida terra natal, tendo como metas principais: estimular a indústria exportadora; transformar efetivamente o Ceará no principal destino turístico do Brasil; promover o desenvolvimento do meio rural; incentivar a indústria e o comércio de produtos de consumo popular; estimular a capacidade de inovação das empresas; fortalecer a infra-estrutura; apoiar o desenvolvimento da atividade mineira em bases competitivas; elevar a capacidade da educação e o perfil educacional da população; prestar assistência integral, contínua e personalizada, centrada na vigilância à saúde; promover a capacidade e a qualificação profissional da população; assegurar direitos de proteção ao cidadão e de defesa e acesso à justiça; melhoria da segurança pública e do sistema previdenciário; promoções de ações educativas de prevenção à violência e de combate à impunidade; identificar, preservar, renovar e fomentar a cultura, na perspectiva da inclusão social e da cidadania cultural; promover e incentivar o lazer e o desporto com prioridade para a juventude; ampliar e melhorar a oferta da infra-estrutura social; promover o tratamento adequado dos resíduos sólidos; proteger o meio ambiente; aumentar a oferta de unidades habitacionais; promover a desconcentração espacial do desenvolvimento, o potencial endógeno para a autonomia local e a gestão integrada e compartilhada do território; reestruturação e modernização institucional; definição de acompanhamento e avaliação de metas e indicadores de inclusão social; efetivar a gestão compartilhada, a participação e o controle social; efetivar a descentralização e a integração regional; mediação política e institucional; aperfeiçoar as ações de planejamento, de finanças e de controle; e promover a valorização dos servidores públicos. Todas estas medidas sintetizavam seu Plano de Governo 2003-2007, intitulado Ceará Cidadania: Crescimento com Inclusão Social. 
           Durante seus dois primeiros anos de governo, empenhou-se de forma destacada no desenvolvimento de diversos projetos, visando um adequado aproveitamento dos recursos hídricos, como os programas: de Eixos de Integração de Bacias Hidrográficas; de Açudes Estratégicos; de Adutoras de Múltiplos Usos; de Geração de Energia Hidroelétrica; de Abastecimento de Água de Pequenas Comunidades Rurais; de Dessalinização da Água do Mar; entre outros. Também dedicou atenção especial com relação à melhoria do Aeroporto Internacional Pinto Martins; do Terminal Portuário do Pecém; do maior canal de integração da história do Ceará com 255 quilômetros de extensão, partindo do Açude de Castanhão, levando água para mais de quatro milhões de cearenses; das obras do Metrofor, o sistema metroviário da capital cearense; da utilização racional do gás natural; além de inúmeras outras obras, sempre tendo como meta principal a melhoria na condição de vida da população. 
           No ano de 2004, publicou sua primeira obra poética, A Casa da Minha Avó, com fotos de Joana França, editada pela Editora Labirinto, anexa à Fundação Waldemar Alcântara, sendo também a primeira publicação da editora, criada com o objetivo de lançar pequenas tiragens de livros graficamente bem cuidados, preferencialmente de autores inéditos ou pouco conhecidos, ou ainda textos ignorados de autores consagrados até universalmente. 
Além de suas ações como político, Dr. Lúcio Alcântara tem uma vasta produção intelectual, já tendo publicado dezenas de obras, o que valeu a vaga de titular na Academia Cearense de Letras. Além dos livros, também publicou importantes artigos em diversas revistas do país, tais como: Preservação dos Fósseis do Cariri. Revista Itaytera, nº 40, Instituto Cultural do Cariri, pág. 97-100, Crato-CE (1996); Competências Municipais no atual Momento Político de Reforma Constitucional, Revista Debates, nº 10, Centro de Estudos Konrad Adenauer Stiftung (1996); Violência Pública, Revista da Associação Cearense do Ministério Público, Ano I, n.º 3, Fortaleza (CE), Janeiro/Fevereiro/Março 2000; Brasil, Brasis: Reflexões Sobre a Política e a História, in, Síntese: Revista de Idéias editada pelo Gabinete do Senador Lúcio Alcântara, Ano 5, Brasília, 2000; Terceira Via, Revista da Cultura, Uapê em cantos do Brasil, Ano 2, n.º 2, Rio de Janeiro: Março de 2000; Crise do Mercosul e Política Internacional, in, Carta Internacional, n.º 94/95, Ano IX, Dezembro/2000 - Janeiro/2001, Universidade de São Paulo e Fundação Alexandre Gusmão. São Paulo; entre outros. 
No seu vasto currículo, que registra dezenas de condecorações por parte de entidades nacionais e internacionais, destacam-se: Medalha de Integração Nacional das Ciências de Saúde, da Academia Brasileira de Medicina Militar; Medalha Jubileu de Prata, da Universidade Federal do Ceará; Medalha do Pacificador, do Ministério do Exército; Amigo da Marinha e Medalha do Mérito Tamandaré, do Ministério da Marinha; Medalha Marechal Mascarenhas de Moraes, do Conselho Deliberativo da Associação Nacional dos Veteranos da FEB; Comendador da Ordem do Ipiranga, do Governo do Estado de São Paulo; Mérito Cidade de Parnaíba, da Prefeitura Municipal de Parnaíba (PI); Sócio Honorário do Instituto Brasileiro de Direito Municipal; Medalha do Mérito Legislativo, da Câmara Municipal de Fortaleza; Medalha UNIFOR, Ano X - UNIFOR; Diploma de Cidadania, Assembléia Nacional Constituinte; Ordem do Mérito Judiciário do Trabalho - Grande Oficial (1997); Ordem do Mérito Naval - Grande Oficial (1997); Diploma de Honra ao Mérito Farmacêutico do Conselho Federal de Farmácia, Fortaleza (1997); Comenda Professor Dr. Ailton Gondim Lóssio – Mérito da Odontologia Cearense – da Associação Brasileira de Odontologia, Secção Ceará, Fortaleza (1997); Grande Medalha da Inconfidência do Governo do Estado de Minas Gerais (1997); Comenda da Classe Oficial da Ordem do Mérito Médico, do Presidente da República (1997); Comenda de Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, outorgada pelo Governo da República Portuguesa (1998); Encomienda Del Número de la Orden de Isabel la Católica, outorgada pelo Rei da Espanha Juan Carlos I, Madrid (1998); Medalha Jurandir Picanço da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará, Fortaleza (1998); Admitido no Quadro Suplementar da Ordem de Rio Branco, no Grau de Grande Oficial, pelo Ministério das Relações Exteriores, Brasília (1998); Insígnia da Ordem do Mérito Militar, outorgada pelo Ministério do Exército, Brasília (1998); Comenda Centro Médico Cearense, por ocasião do XVI Outubro Médico e XXXVII Congresso Anual do Centro Médico Cearense, Fortaleza (2000); Medalha da Ordem Nacional do Mérito Educativo, do Ministério da Educação, Brasília (2000); entre outras.  
 
 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: 
ABREU, Alzira Alves de Abreu, BELOCH, Israel, LATTMAN-WELTMAN, Fernando, LAMARÃO, Sérgio Tadeu de Niemeyer (Coords.). Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro: Pós-1930. Rio de Janeiro: FGV, 2001. 
ALBUQUERQUE, Cláudia. Brasil Democrático. Brasília: Senado Federal, Gabinete do Senador Lúcio Alcântara, 2003. 
BRASIL. Congresso. Senado Federal. Senadores – Dados Biográficos, Qüinquagésima Legislatura 1995-1999. Brasília: Senado Federal, Centro Gráfico, 1995. 
BRASIL. Congresso. Senado Federal. Dados Biográficos dos Senadores do Ceará, 1826-1998. Brasília: Senado Federal, Centro Gráfico, 1998. 
GIRÃO, Blanchard. Doutor Valdemar - O Médico, O Político. Fortaleza: Anuário do Ceará Publicações Ltda, 1992. 
GIRÃO, Valdelice Carneiro. O Ceará no Senado Federal. Brasília: Senado Federal, Centro Gráfico, 1992. 
LEITÃO, Juarez. Prediletos das Urnas: Perfil de Seis Políticos Cearenses. Fortaleza: Edições Livro Técnico, 2004.  
MARTINS, José Murilo. Faculdade de Medicina da UFC – Professores e Médicos Graduados. Fortaleza: Imprensa Universitária da UFC, 1998. 
 
*Rodrigo Rossi Falconi: médico graduado pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, Membro-Fundador da Sociedade Brasileira de História da Medicina e Membro da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores e da Sociedade Médica Ítalo-Brasileira.

 
 
 
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